Após três meses de retração, valor médio do frete volta a subir, impulsionado por maior demanda e custos operacionais
Depois de um período prolongado de queda, o preço do frete rodoviário apresentou reação em novembro, trazendo um sinal de alívio para transportadores e caminhoneiros. O movimento interrompeu uma sequência de três meses consecutivos de recuo nos valores pagos pelo transporte de cargas no Brasil.
A retomada está diretamente ligada ao aumento da demanda em determinadas rotas, especialmente no fim do ano, período tradicionalmente marcado por maior circulação de mercadorias devido a promoções do varejo e à preparação para as festas. Além disso, custos operacionais seguem pressionando a atividade, com destaque para o diesel, que voltou a apresentar variações de preço.
Para o transportador, esse cenário representa um ajuste necessário, já que muitos vinham operando com margens bastante apertadas. Mesmo com a alta registrada em novembro, o setor ainda enfrenta desafios importantes, como juros elevados, dificuldade de acesso a crédito e custos fixos em patamares elevados.
Especialistas do setor avaliam que a recuperação do frete tende a ser gradual. A expectativa é de que os preços sigam oscilando nos próximos meses, acompanhando o comportamento da economia, o ritmo do consumo e a estabilidade dos principais insumos do transporte.




