A partir de 1º de janeiro de 2026, entra em vigor um novo reajuste no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre os combustíveis, medida que deve impactar diretamente os custos do transporte rodoviário de cargas em todo o país. O aumento foi definido em convênios aprovados no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
No caso do diesel, principal insumo do setor de transporte, a alíquota passará de R$ 1,12 para R$ 1,17 por litro, enquanto a gasolina terá aumento ainda mais significativo, subindo de R$ 1,47 para R$ 1,57 por litro. A mudança vale de forma uniforme em todos os estados, dentro do modelo de tributação monofásica adotado para os combustíveis.
Especialistas alertam que, embora o reajuste seja aparentemente pequeno, o impacto acumulado é relevante para caminhoneiros autônomos e transportadoras, principalmente em um cenário de margens apertadas e custos operacionais elevados. O diesel representa uma parcela significativa do valor do frete, e qualquer variação tende a ser sentida rapidamente no caixa das empresas.
O setor já vinha acompanhando com preocupação discussões sobre aumento de tributos, especialmente diante de um ambiente econômico ainda marcado por incertezas, juros elevados e dificuldade de repasse integral dos custos ao contratante do frete. Em muitos casos, o reajuste acaba sendo absorvido pelo transportador.
Entidades do transporte defendem maior previsibilidade tributária e políticas que considerem a importância estratégica do setor para a economia. O transporte rodoviário é responsável por mais de 60% da movimentação de cargas no Brasil e qualquer aumento de custo tende a impactar toda a cadeia produtiva.
Com a proximidade de 2026, a recomendação é que empresas e caminhoneiros reforcem o planejamento financeiro, revisem contratos e acompanhem de perto a evolução dos preços nas bombas, que podem sofrer novos ajustes ao longo do ano.




